19/04/2017 15h21 - Atualizado em 19/04/2017 15h23

 

Assim como em 2015 e pelo segundo ano consecutivo, o mercado e seguro de crédito, voltado para garantir que empresas fornecedoras de produtos e serviços recebam seus respectivos créditos em caso de clientes inadimplentes, registra um maior valor de indenizações do que de prêmio emitidos.

Segundo dados da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), enquanto que em 2015 foram R$ 294 milhões de indenizações frente a R$ 201 milhões de créditos emitidos, em 2016 a diferença entre os valores foi um pouco menos discrepante, sendo R$ 251 de prêmios emitidos de apólices visando o não pagamento de empréstimos contra R$ 286 milhões em indenizações.

 

Motivação

Segundo especialistas da área, esse dados se devem ao complicado momento econômico que o Brasil está vivendo, com varias empresas entrando em falência ou em recuperação judicial, gerando em um enorme número de desempregados, que recentemente atingiu a marca de 12 milhões de desempregados.

Neste panorama, muitas empresas deixam de contratar serviços e comprar produtos de seus fornecedores, o que gerou uma reação em cadeia e muitas empresas fornecedoras ficaram com problemas de caixa.

O grande problema é que, mesmo o seguro de credito existir no Brasil há mais de duas décadas, poucas empresas o conhecem. Quem faz uso do mesmo são geralmente as grandes empresas e filiais de multinacionais. Estima-se que apenas 600 empresas contratam o seguro de crédito.

Dessa maneira, o seguro de crédito precisa ser mais divulgado e os empresários se conscientizar que ele pode ser uma ótima alternativa para empresas fornecedoras de diversos ramos e portes enfrentar as dificuldades da economia brasileira e conseguir sobreviver no mercado, pois com o produto é possível recuperar parte ou mesmo todo os recursos perdidos.